Trabalhar História no 4º ano fica muito mais significativo quando a criança consegue perceber que ela também faz parte da história. Nem sempre os alunos compreendem, logo de início, que a escola, a turma, os professores, os objetos, as fotografias e até as lembranças das pessoas podem revelar informações importantes sobre o passado.
Na minha própria escola, eu percebo que eles ficam fascinados quando descobrem que o pátio onde correm hoje já foi completamente diferente no passado. Por isso, esta atividade de História 4º ano sobre fontes históricas e memórias da escola foi criada para ajudar os alunos a investigarem a história do espaço escolar de forma simples, visual e envolvente.
Neste material gratuito, os estudantes são convidados a observar imagens, identificar fontes históricas, organizar acontecimentos em uma linha do tempo, realizar uma entrevista e registrar uma memória pessoal da escola. A proposta valoriza a participação da criança como sujeito histórico, mostrando que a história não está apenas nos livros, mas também nos lugares que frequentamos, nas pessoas com quem convivemos e nos registros que guardamos ao longo do tempo.
A atividade é indicada para turmas do 4º ano do Ensino Fundamental e pode ser usada em aulas de História, projetos sobre identidade escolar, estudos sobre memória, rodas de conversa, revisão de conteúdo ou atividades complementares. O arquivo está em preto e branco, pronto para imprimir, com ilustrações atrativas e espaços adequados para resposta.
O que são fontes históricas?
As fontes históricas são registros que ajudam a conhecer acontecimentos do passado. Elas podem aparecer de diferentes formas: fotografias, cartas, documentos, objetos, roupas, relatos orais, entrevistas, atas, vídeos, cartazes, jornais, brinquedos antigos e muitos outros elementos que trazem pistas sobre uma época, um lugar ou um grupo de pessoas.
No contexto escolar, as fontes históricas podem estar muito próximas dos alunos. Uma fotografia antiga da turma, um caderno de chamada, um uniforme, um troféu de campeonato, uma ata de reunião, o relato de uma professora ou a lembrança de um funcionário antigo podem contar muito sobre a história da escola.
Gente, eu mesma já peguei diários de classe antigos do arquivo morto para mostrar a caligrafia da época aos meus alunos, e os olhinhos deles brilham de curiosidade.
Ao trabalhar esse tema, a criança aprende que o passado pode ser investigado por meio de vestígios. Ela também começa a compreender que a memória individual e coletiva ajuda a preservar a história de uma comunidade. Esse tipo de aprendizagem desenvolve a observação, a escuta, a comparação, a organização temporal e o respeito pelas experiências de outras pessoas.
O que o aluno vai aprender nesta atividade?
Esta atividade foi pensada para desenvolver, de forma gradual, diferentes habilidades relacionadas ao estudo da História. Ao longo das páginas, o aluno vai identificar itens que podem servir como fontes para conhecer a história da escola, relacionar fontes históricas aos seus tipos, observar uma imagem como fonte visual, organizar acontecimentos em uma linha do tempo e entrevistar uma pessoa para registrar uma memória.
O material também propõe uma reflexão afetiva sobre a escola. Na parte final, o aluno registra uma lembrança boa, identifica uma pessoa importante em sua trajetória escolar, escolhe um lugar de que gosta muito e pensa em atitudes de cuidado com esse espaço. Esse fechamento é muito rico, porque aproxima o conteúdo histórico da realidade da criança e fortalece o sentimento de pertencimento.
Vamos ser sinceras: quando a teoria faz sentido na vivência deles dentro do ambiente escolar, o engajamento dobra e o conteúdo fixa de verdade.
A atividade trabalha fontes históricas visuais, orais, escritas e materiais. Isso ajuda a criança a perceber que cada fonte oferece pistas diferentes. Uma fotografia mostra detalhes visuais; uma entrevista traz lembranças e experiências; uma ata registra informações por escrito; um objeto antigo pode revelar costumes, usos e mudanças no tempo.
Como usar a atividade em sala de aula?
Antes de entregar a atividade, vale começar com uma conversa inicial. A professora pode perguntar aos alunos: “Como podemos descobrir como era a escola antigamente?”, “Quem poderia contar histórias sobre a escola?”, “Que objetos ou imagens poderiam nos ajudar a conhecer o passado?”. Essas perguntas despertam a curiosidade e preparam a turma para compreender o papel das fontes históricas.
Depois da conversa, a primeira página pode ser usada para identificar itens que ajudam a contar memórias da escola. É um bom momento para diferenciar objetos com informação histórica de itens sem relação com o tema. Assim, os alunos começam a perceber que nem todo objeto é uma fonte histórica por si só: ele precisa ter relação com aquilo que está sendo investigado.
Na segunda página, a proposta de ligar cada fonte ao tipo correto ajuda a sistematizar o conteúdo. A professora pode explorar cada exemplo oralmente, perguntando por que uma foto é uma fonte visual, por que uma entrevista é uma fonte oral e por que um troféu ou uniforme pode ser considerado fonte material.
Eu sempre brinco com eles que até a carteira rabiscada do ano passado ou aquele troféu empoeirado na vitrine da diretoria são pedacinhos vivos da nossa história.
A terceira página traz uma imagem para observação. Essa etapa é ótima para trabalhar leitura de imagem. Os alunos precisam observar detalhes, levantar hipóteses e responder perguntas sobre pessoas, lugares, pistas do tempo e mudanças possíveis. Aqui, a professora pode incentivar respostas completas, sempre respeitando o nível de escrita da turma.
A quarta página trabalha linha do tempo. Os estudantes organizam acontecimentos da escola em ordem, percebendo sequência temporal. Essa atividade é importante porque ajuda a criança a compreender antes, depois, começo, continuidade e transformação.
Na quinta página, os alunos realizam uma entrevista. Essa é uma das partes mais especiais do material, pois valoriza a fonte oral. A entrevista pode ser feita com uma professora, funcionário, familiar, colega mais velho ou outra pessoa que conheça a escola. A atividade também pode ser adaptada para casa, como tarefa investigativa. Na semana passada, uma aluna minha entrevistou a tia da cantina que trabalha há 20 anos na instituição, e o relato foi tão emocionante que quase chorei junto com a turma.
Na última página de atividade, o aluno registra sua própria memória da escola. Esse momento permite que a criança se reconheça como parte da história escolar e reflita sobre atitudes de cuidado, convivência e valorização do espaço coletivo.
Atividade de História 4º ano alinhada à BNCC
Esta proposta dialoga com o ensino de História nos anos iniciais, especialmente ao trabalhar memória, fontes históricas, mudanças, permanências e relações entre passado e presente. No material, são indicadas as habilidades EF04HI06 e EF04HI08, relacionadas ao estudo de transformações, registros, formas de comunicação, deslocamentos, permanências e mudanças ao longo do tempo.
Além das habilidades específicas, a atividade favorece competências importantes da área de Ciências Humanas, como observar, comparar, registrar informações, valorizar experiências de diferentes pessoas e compreender que a história é construída a partir de múltiplas fontes.
Ao investigar a própria escola, o aluno aprende de forma concreta. Ele não estuda um passado distante e abstrato, mas sim um passado que pode ser percebido no espaço onde convive todos os dias. Essa aproximação torna a aprendizagem mais significativa, afetiva e participativa.
Sugestões para ampliar a proposta
A atividade pode ser enriquecida com uma roda de memórias. A professora pode convidar alguém da escola para contar como era o espaço antigamente, quais mudanças aconteceram e quais lembranças marcaram sua trajetória. Também é possível montar um mural com fotografias antigas e atuais da escola, criando uma comparação visual entre passado e presente.
Outra sugestão é organizar uma pequena exposição de memórias da escola. Os alunos podem trazer desenhos, relatos, fotos autorizadas, objetos simbólicos ou registros escritos. Essa exposição pode ficar no corredor, na biblioteca ou dentro da sala, valorizando a produção da turma.
Também é possível pedir que os alunos criem uma linha do tempo coletiva da escola, reunindo acontecimentos importantes, como inauguração, reformas, chegada de novos espaços, projetos especiais, festas, campeonatos ou apresentações. Essa atividade ajuda a turma a compreender a escola como um lugar vivo, que muda com o tempo e guarda muitas histórias.
Por que trabalhar memórias da escola?
Trabalhar memórias da escola é uma forma sensível de ensinar História. A criança percebe que os lugares têm histórias, que as pessoas guardam lembranças e que os registros ajudam a preservar aquilo que foi vivido. Esse tipo de atividade também fortalece o vínculo dos alunos com a escola, estimulando o respeito pelo espaço, pelos colegas, pelos professores e pelos funcionários.
Quando o aluno entrevista uma pessoa, observa uma imagem antiga ou registra sua própria lembrança, ele aprende que a história é feita de experiências humanas. Isso amplia o olhar da criança e mostra que cada pessoa pode contribuir para contar a história de um lugar.
Além disso, atividades como essa ajudam a desenvolver leitura, escrita, oralidade, interpretação, organização de ideias e produção de respostas. Por isso, mesmo sendo uma proposta de História, ela também contribui para habilidades importantes de Língua Portuguesa.
Baixe gratuitamente a atividade
Preparei este material com muito carinho para apoiar o trabalho dos professores em sala de aula. A atividade está em PDF, pronta para imprimir, com páginas organizadas, ilustrações em preto e branco e gabarito ao final.
Você pode usar esta atividade de História 4º ano sobre fontes históricas e memórias da escola em aulas regulares, reforço escolar, revisão de conteúdo, projetos de História ou atividades sobre identidade e pertencimento.
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Direitos autorais e uso do material
Este material é gratuito para uso pedagógico. Você pode baixar, imprimir e utilizar com seus alunos em sala de aula, reforço escolar ou tarefas pedagógicas.
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